quarta-feira, 18 de maio de 2011

E irrita-me...

Irrita-me sobretudo a minha falta de controlo.
Consigo definir o que está certo e errado, a verdade está à minha frente, tão nítida que é quase palpável, mas o meu corpo desobedece, a minha mente não quer saber e o meu coração ignora.

Irrita-me deixar o controlo do meu corpo, do meu estado de espírito e das minhas emoções à mercê de outra pessoa.
Não é justo, muito menos inteligente, deixar que outros tomem conta do nosso equilíbrio.

Digo a toda a gente que a nossa própria felicidade é uma escolha e deve estar inteiramente nas nossas mãos, mas quando se trata de mim... deixo-me cair.

Irrita-me que me tenhas na mão.
Irrita-me que o saibas.
Irrita-me olhar para ti e não conseguir ver-te.
Irrita-me saber tudo e ainda assim desejar um telefonema, um email, uma mensagem.
Irrita-me saber tudo e ainda assim estar a escrever isto com a secreta esperança que talvez venhas a ler.

Fraquejo.

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