quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Falta
Faltam uma data de coisas! A colecção de Dezembro nao foi feita! Mas ainda vou a tempo, certo?
Falta dizer uma catrefada de coisas.
Falta dizer que tenho 8 exames para fazer no espaço de 3,4 semanas.
Isto vai correr tão mal.
Falta dizer uma catrefada de coisas.
Falta dizer que tenho 8 exames para fazer no espaço de 3,4 semanas.
Isto vai correr tão mal.
Something wicked this way comes
Ui que animação que vai para estes lados....
O servidor do blogger qualquer dia crasha com tanta actividade neste blog.
Enfim.
Christmas stuff:
Já lá vai um tempinho desde que escrevi alguma coisa de jeito aqui...
Fico imenso tempo a olhar para os espaço em branco sem saber bem o que dizer. Ao fim de muitas horas acabo por me cansar e fecho a janela sem ter escrito nada. Há-de ser sempre um problema meu: concretizar as ideias que tenho.
O que é que há a dizer? Se bem me lembro deixei-vos com "oh porque é que não gostas de mim melhor amiga do namorado?", vamos então por isso tudo para trás das costas que, como diz o Bruno Nogueira, gente estúpida dá-me cieiro e vontade de fazer chichi.
Christmas stuff:
Este ano foi especial. Não sei bem porque, mas foi especial.
Sim, são círculos de cartolina branca. Simples e eficaz. Resultou muito bem, tendo em conta que eram 11 da noite quando reparei que não tinha decorações brancas e estava decidido que este ano as decorações TINHAM de ser brancas. Não podia simplesmente colocar bolas douradas, certo? certo.
A mesa ficou um cénario de guerra depois da tentativa (algo frustrada) de fazer uma estrela de natal. Ao fim de 3, 4 horas a minha cozinha estava entulhada com toda uma panóplia de material natalício, cartolina, botões (já vão perceber porque) e material de desenho variado.
As decorações de natal são um ritual sagrado, mesmo que o meu pai esteja sentado à lareira a jogar tetris e a minha mãe passe o tempo a dizer que está tudo "muito muito feio" ou "isso tem algum jeito?!" e mesmo que acabe sempre por ser eu e a minha irmã as responsáveis por no fim da noite a casa respirar natal e spray prateado (nunca, nunca, nunca pintem cartolina com spray prateado dentro de casa, o cheiro ai atormentar-vos por dias!), ao menos estamos todos juntos e para o fim, a minha mãe lá conseguiu dizer que afinal "até nem ficou mal". =)
O Natal propriamente dito decorreu sem precalços, mas também sem grandes emoções. Jantar em casa da tia, almoço em casa da avó, lanche em casa da (ex)sogra, jantar em casa da avó. No final da noite tinha (finalmente) a minha pasta académica, o Tubo de Ensaio III, Florence em versão física e extras, chocolate, muito chocolate e financiamento para os saldos!
Isto tudo com a minha mãe a trabalhar no dia 24 e 25 is not bery funny...
E prontos....
Agora diz que vem aí 2011... Espero que o sacana não se ponha com merdas como o 2010 fez, estive quase para o despedir.
Adios muchachos e mantenham sempre a esperança de que à meia noite de 31 a vossa vida vai mudar completamente, porque o mundo precisa de optimistas. Ou isso, ou gente parva. Não sei bem.
Enfim.
Adeus? Adeus.
Via WeHeartIt
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Tiras-me o sono
Why?
Why the hell do you think you can mess with me like this?
Photography was my thing, blogging was my thing, English was my thing...
Why on earth do you think you can enter my world and damage it all? All the beauty, all the "right and wrong", all of the certainties are just turned around by some little person who had so very little to worry about on her own life that (surely) felt the need to mess with others.
And yet, You don't even know me.... Isn't it ironic?
You judge me, you criticize me, you gossip, you opine about issues that you don't have to, you fell the pain more poignantly than even the person who should be felling it, and yet... you don't even know meet me for Chrissake.
If you're reading this (which I doubt), please don't translate it on Google Translate, it's lame and it doesn't work. Believe me. Ask him to do it for you.
That's the first point, second:
I've asked him to tell you this, but I know he won't. I don't blame him, so I'm gonna tell you myself (or at least tell/convince myself that I'm telling you):
You know nothing about me.
What you think you know are just reflexes, just some fucking reflexes. Broken and sharpen pieces that are left being after a fight. That is not me, that's the anger, the sadness, the despair, the anguish...
I'm just this nineteen-years-old girl who's still trying to figure herself out, who has just a few certainties in her life but who does the best she can with the little she got.
So please, be a grown-up, prove to me (and the world in general) that you're a good, intelligent and kind person and stop judging me for those broken pieces. I'm willing to give you a try, because I HATE being hated, especially when I KNOW I'm being misjudged.
Mind your own business and stop trying to tell a thirty-years-old man what to do, it's stupid, lame, childish and above all, it's ineffective, purely INEFFECTIVE.
*
Why the hell do you think you can mess with me like this?
Photography was my thing, blogging was my thing, English was my thing...
Why on earth do you think you can enter my world and damage it all? All the beauty, all the "right and wrong", all of the certainties are just turned around by some little person who had so very little to worry about on her own life that (surely) felt the need to mess with others.
And yet, You don't even know me.... Isn't it ironic?
You judge me, you criticize me, you gossip, you opine about issues that you don't have to, you fell the pain more poignantly than even the person who should be felling it, and yet... you don't even know meet me for Chrissake.
If you're reading this (which I doubt), please don't translate it on Google Translate, it's lame and it doesn't work. Believe me. Ask him to do it for you.
That's the first point, second:
I've asked him to tell you this, but I know he won't. I don't blame him, so I'm gonna tell you myself (or at least tell/convince myself that I'm telling you):
You know nothing about me.
What you think you know are just reflexes, just some fucking reflexes. Broken and sharpen pieces that are left being after a fight. That is not me, that's the anger, the sadness, the despair, the anguish...
I'm just this nineteen-years-old girl who's still trying to figure herself out, who has just a few certainties in her life but who does the best she can with the little she got.
So please, be a grown-up, prove to me (and the world in general) that you're a good, intelligent and kind person and stop judging me for those broken pieces. I'm willing to give you a try, because I HATE being hated, especially when I KNOW I'm being misjudged.
Mind your own business and stop trying to tell a thirty-years-old man what to do, it's stupid, lame, childish and above all, it's ineffective, purely INEFFECTIVE.
*
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Uh... Hi!
Pois... eu estava aqui a pensar em maturidade e crescimento e no facto de haver um momento na vida de toda a gente em que se deve deixar a teenage angst que há em cada um de nós e ingressar no mundo dos adultos.
I'm serious.
Não é saudável, nem sequer engraçado, viver como um adolescente para sempre! O ser humano foi criado com a capacidade de evolução and god damn it, it shall be used!
Não me interpretem mal, eu estou de acordo com a velha história de não deixar morrer a criança que há em nós e blá blá blá, eu acho realmente que uma boa dose de infantilidade e loucura não faz mal a ninguém, muito pelo contrário, mas... pelo amor de Deus! Para quê querer viver a vida toda com a mesma mentalidadezinha self-centered que tinhamos aos 16 anos?! De que é que vale crescer fisicamente, se é para ficar sempre igual mentalmente? Para isso, vale mais ser o Peter Pan.
Eu dou graças a Deus (who/whatever that is) por poder dizer que sou diferente do que era há um ano, há um mês, há uma semana até. Dou graças a Deus (why does this shit keep telling me that god has an upperscase D/G?! pussy!) por, depois de tudo o que já passei, poder dizer que cresci, que melhorei, que aperfeiçoei com isso.
I'm serious.
Não é saudável, nem sequer engraçado, viver como um adolescente para sempre! O ser humano foi criado com a capacidade de evolução and god damn it, it shall be used!
Não me interpretem mal, eu estou de acordo com a velha história de não deixar morrer a criança que há em nós e blá blá blá, eu acho realmente que uma boa dose de infantilidade e loucura não faz mal a ninguém, muito pelo contrário, mas... pelo amor de Deus! Para quê querer viver a vida toda com a mesma mentalidadezinha self-centered que tinhamos aos 16 anos?! De que é que vale crescer fisicamente, se é para ficar sempre igual mentalmente? Para isso, vale mais ser o Peter Pan.
Eu dou graças a Deus (who/whatever that is) por poder dizer que sou diferente do que era há um ano, há um mês, há uma semana até. Dou graças a Deus (why does this shit keep telling me that god has an upperscase D/G?! pussy!) por, depois de tudo o que já passei, poder dizer que cresci, que melhorei, que aperfeiçoei com isso.
Bem, era só mesmo isto... Further explanation in a near future, promise!
domingo, 28 de novembro de 2010
It shouldn't feel like you're doing me a huge favor.
It shouldn't feel like this is a huge sacrifice.
It shouldn't feel like you're avoiding me.
It should to feel like happiness and mind blowing joy and warm hugs and long kisses and hold hands.
So, why do I have this feeling that you don't love me any more?
"You know what I'm scared of?
That one day you'll wake up and think that I'm not as great as you thought I was. That one day you'll wake up and find that I'm not as pretty as before.
That one day you'll wake up and find that you don't love me as much as you use to."
It shouldn't feel like this is a huge sacrifice.
It shouldn't feel like you're avoiding me.
It should to feel like happiness and mind blowing joy and warm hugs and long kisses and hold hands.
So, why do I have this feeling that you don't love me any more?
"You know what I'm scared of?
That one day you'll wake up and think that I'm not as great as you thought I was. That one day you'll wake up and find that I'm not as pretty as before.
That one day you'll wake up and find that you don't love me as much as you use to."
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Sou definitivamente a pessoas mais idiota deste mundo.
Porquê?!
Eu sei que consigo fazer isto.
Mas porque raio é que estou a fazer exactamente o contrário?!?!
Estúpida.
A minha falta de controlo assusta-me. Forço-me por pensar como era antes, mas algo na minha mente me impede de ver o sentimento por detrás das lágrimas derramadas. Sei que houve agonia e tristeza, mas oiço estas palavras ecoarem na minha cabeça como isso mesmo: palavras, simplesmente palavras.
O que é que se passa comigo?
Lembra-te! Sente outra vez.
Dá valor ao que tens, não queiras sempre melhor!
Porquê?!
Eu sei que consigo fazer isto.
Mas porque raio é que estou a fazer exactamente o contrário?!?!
Estúpida.
A minha falta de controlo assusta-me. Forço-me por pensar como era antes, mas algo na minha mente me impede de ver o sentimento por detrás das lágrimas derramadas. Sei que houve agonia e tristeza, mas oiço estas palavras ecoarem na minha cabeça como isso mesmo: palavras, simplesmente palavras.
O que é que se passa comigo?
Lembra-te! Sente outra vez.
Dá valor ao que tens, não queiras sempre melhor!
sábado, 20 de novembro de 2010
Imagens....
o grupo 3
AS MELGAS
E esta foto, que é tão simbólica... Representa o enorme espírito de inter
ajuda entre todos os monitores, o companheirismo, a facilidade com que se criam laços nestas "duras condições".
One step further....
Com 19 anos, e como todas as pessoas de 19 anos, tinha a certeza ingénua e prepotente de que, passados os anos da estupidez da adolescência, já sabia tudo o que havia para saber, sabia quem era e o que conseguia fazer, o meu limite e o meu alcance.
Como estava enganada...
De 10 à 17, deixei de ser a Cláudia, aluna de Psicologia, centrada no seu namoro mal resolvido e a sua péssima prestação escolar, para passar a ser Cláudia Teles, monitora acompanhante de João, 34 anos, diagnosticado com Doença de Thonsen e Nanismo no 4º turno de acolhimento da CFT.
A Colónia de Férias da Torreira (CFT) promove no inicio e no fim do ano turnos de acolhimento para pessoas com deficiência. Para além de proporcionarem 7 dias de diversão aos utentes, estes turnos de acolhimento têm como objectivo central dar às suas famílias um período de descanso.
Inscrevi-me pela Quinta da Conraria, aqui em Coimbra, sem saber muito bem para o que ia, sem saber bem o que era suposto fazer.
De repente era dia 10 e estava eu numa carrinha a ir para longe de casa, fazer uma coisa para a qual não tinha a certeza de estar preparada, mas levava vontade de tentar e isso ajudou.
Podia dizer que foi maravilhoso do principio ao fim e que me saí muito bem nas minhas tarefas, que não fraquejei nem um bocadinho e que não me causou estranheza nem choque.
Podia, mas não o vou fazer, porque... o que vou contar a seguir é humano e é normal.
Não esperem que escreva com rodeios ou com medo de usar certas palavras ou expressões. As palavras deficiente, mongolóide, retardado, são isso mesmo: palavras. Não se deixem enganar pelos extremistas, estas palavras retratam mesmo a DIFERENÇA. Porque, se um deficiente falasse como a maioria das pessoas, andasse como a maioria das pessoas, pensasse como a maioria das pessoas, não seria deficiente, por isso, como é deficiente, essa pessoa é diferente.
Não, não é a constatação da diferença que nos deve incomodar. Ela existe e é normal.
O que nos deve preocupar é a forma como lidamos com ela.
Sim, falas de maneira diferente, mas em que medida é que a minha maneira de falar é melhor que a tua? Porque raio é que achas que a tua maneira de andar é melhor que a minha e por isso crias escadas em vez de rampas? Por que é que achas que ignorar que a minha altura não me permite chegar aquela caixa multibanco é melhor do que e criar uma que eu também possa usar? Entrámos naquele estado em que as coisas estão à nossa frente, mas fazem-nos tanta confusão que fechamos os olhos, como as crianças, na esperança de que, quando os abrimos, essas coisas já não estejam lá.
Numa entrevista ouvi uma repórter perguntar a uma rapariga portadora de deficiência, a respeito das poucas acessibilidade:
"Porque é que achas que isto acontece? Porque vocês incomodam demasiado?"
Ela respondeu:
"Não, é exactamente porque não incomodamos o suficiente".
Concordo totalmente.
Por tudo isto, não quero ter que ter medo de usar palavras que conotem a diferença, porque só tratando a diferença com a normalidade com que se trata a igualdade é que se consegue um mundo realmente sem preconceito.
Portanto.
Entrar numa sala com 40 pessoas diferentes chocou-me. Ver um deficiente é uma coisa, ver uma sala cheia de espasmos e gritos e andares esquisitos e baba e olhares esgazeados e choro e ranho é chocante. Vemos a natureza humana reduzida à humilhação de um erro genético, de um problema no parto, de um acidente de trabalho...
Esta é a primeira impressão: estas pessoas são um erro da natureza, um patético erro da natureza ou do destino.
E depois já não sabes se hás-de tratar estas pessoas tão diferentes de forma igual à que tratarias todas as outras, assalta-te a dúvida, a incerteza de seres capaz e então, queres sair dali e voltar ao teu mundinho onde te esconderam sempre que existem erros da natureza e onde toda a gente é normal.
Digo isto sem medo.
Hoje sei que foi bom ter este choque.
Passado uns tempos, vais relaxando no meio desta sala de espasmos e olhares esgazeados. Vais conseguir comunicar com o rapaz na cadeira de rodas que nem sequer consegue falar, vais conseguir rir da rapariga que repete a canção dos parabéns vezes e vezes sem conta e que trata toda a gente por "Vô", vais conseguir tocar na mulher catatónica que só mexe os olhos e no homem sem braços nem pernas.
Vais conseguir dançar e cantar e saltar e gritar como se não houvesse amanhã e dar com a cabeça nas paredes na tentativa de criar contacto com uma pessoa, vais saltar de alegria quando alguém te dá um abraço e diz obrigada da maneira mais sincera que pode haver...
E de repente, sem sequer teres dado conta, estás completamente integrada naquele mundo e aquilo que causou estranheza agora é tão normal... Percebes que, afinal de contas.... um olá pode ser dito verbalmente, ou de forma mais original, como um piscar de olhos, um grito, com um toque, com um riso, mas será sempre um olá.
Percebes que, afinal, o âmago daquelas pessoas é igual ao de qualquer outro ser humano.
Percebes que podes falar de maneira diferente, andar de maneira diferente, comer de maneira diferente, reagir de maneira diferente, mas os sentimentos, esses vão ser sempre os mesmos.
Vês que o que nos move é o mesmo que os move a eles: a busca da felicidade.
No fundo, somos todos seres pequeninos a tentarem fazer o melhor que podem com o pouco que têm.
A partir do momento em que te apercebes desta igualdade, todas as diferenças se desvanecem.
E foi assim a minha semana. Recebi uma chapada de humildade que me fez crescer uns centímetros.
Hoje, sinto-me orgulhosa por tudo aquilo que aprendi.
Muito obrigada a todos.
Como estava enganada...
De 10 à 17, deixei de ser a Cláudia, aluna de Psicologia, centrada no seu namoro mal resolvido e a sua péssima prestação escolar, para passar a ser Cláudia Teles, monitora acompanhante de João, 34 anos, diagnosticado com Doença de Thonsen e Nanismo no 4º turno de acolhimento da CFT.
A miotonia congénita (doença de Thomsen) é uma perturbação auto-sómica dominante que afecta, por igual, homens e mulheres e que costuma iniciar-se na infância. As mãos, as pernas e as pálpebras tornam-se muito rígidas devido a uma incapacidade de relaxar os músculos; no entanto, a debilidade costuma ser mínima. O diagnóstico estabelece-se pelo aspecto físico característico da criança, pela incapacidade de relaxar a mão uma vez que a abriu e fechou várias vezes seguidas e pela contracção muscular persistente quando o médico percute directamente o músculo. Para confirmar o diagnóstico requer-se um electromiograma. A doença de Thomsen trata-se com fenitoína, sulfato de quinina, procainamida ou nifedipina para reduzir a rigidez e os espasmos musculares, mas todos esses fármacos têm efeitos secundários adversos. Os exercícios praticados com regularidade podem ser úteis. As pessoas afectadas com a doença de Thomsen têm uma expectativa normal de vida. http://www.manualmerck.net/?id=92&cn=866Pois bem, se calhar é melhor começar pelo inicio.
A Colónia de Férias da Torreira (CFT) promove no inicio e no fim do ano turnos de acolhimento para pessoas com deficiência. Para além de proporcionarem 7 dias de diversão aos utentes, estes turnos de acolhimento têm como objectivo central dar às suas famílias um período de descanso.
Inscrevi-me pela Quinta da Conraria, aqui em Coimbra, sem saber muito bem para o que ia, sem saber bem o que era suposto fazer.
De repente era dia 10 e estava eu numa carrinha a ir para longe de casa, fazer uma coisa para a qual não tinha a certeza de estar preparada, mas levava vontade de tentar e isso ajudou.
Podia dizer que foi maravilhoso do principio ao fim e que me saí muito bem nas minhas tarefas, que não fraquejei nem um bocadinho e que não me causou estranheza nem choque.
Podia, mas não o vou fazer, porque... o que vou contar a seguir é humano e é normal.
Não esperem que escreva com rodeios ou com medo de usar certas palavras ou expressões. As palavras deficiente, mongolóide, retardado, são isso mesmo: palavras. Não se deixem enganar pelos extremistas, estas palavras retratam mesmo a DIFERENÇA. Porque, se um deficiente falasse como a maioria das pessoas, andasse como a maioria das pessoas, pensasse como a maioria das pessoas, não seria deficiente, por isso, como é deficiente, essa pessoa é diferente.
Não, não é a constatação da diferença que nos deve incomodar. Ela existe e é normal.
O que nos deve preocupar é a forma como lidamos com ela.
Sim, falas de maneira diferente, mas em que medida é que a minha maneira de falar é melhor que a tua? Porque raio é que achas que a tua maneira de andar é melhor que a minha e por isso crias escadas em vez de rampas? Por que é que achas que ignorar que a minha altura não me permite chegar aquela caixa multibanco é melhor do que e criar uma que eu também possa usar? Entrámos naquele estado em que as coisas estão à nossa frente, mas fazem-nos tanta confusão que fechamos os olhos, como as crianças, na esperança de que, quando os abrimos, essas coisas já não estejam lá.
Numa entrevista ouvi uma repórter perguntar a uma rapariga portadora de deficiência, a respeito das poucas acessibilidade:
"Porque é que achas que isto acontece? Porque vocês incomodam demasiado?"
Ela respondeu:
"Não, é exactamente porque não incomodamos o suficiente".
Concordo totalmente.
Por tudo isto, não quero ter que ter medo de usar palavras que conotem a diferença, porque só tratando a diferença com a normalidade com que se trata a igualdade é que se consegue um mundo realmente sem preconceito.
Portanto.
Entrar numa sala com 40 pessoas diferentes chocou-me. Ver um deficiente é uma coisa, ver uma sala cheia de espasmos e gritos e andares esquisitos e baba e olhares esgazeados e choro e ranho é chocante. Vemos a natureza humana reduzida à humilhação de um erro genético, de um problema no parto, de um acidente de trabalho...
Esta é a primeira impressão: estas pessoas são um erro da natureza, um patético erro da natureza ou do destino.
E depois já não sabes se hás-de tratar estas pessoas tão diferentes de forma igual à que tratarias todas as outras, assalta-te a dúvida, a incerteza de seres capaz e então, queres sair dali e voltar ao teu mundinho onde te esconderam sempre que existem erros da natureza e onde toda a gente é normal.
Digo isto sem medo.
Hoje sei que foi bom ter este choque.
Passado uns tempos, vais relaxando no meio desta sala de espasmos e olhares esgazeados. Vais conseguir comunicar com o rapaz na cadeira de rodas que nem sequer consegue falar, vais conseguir rir da rapariga que repete a canção dos parabéns vezes e vezes sem conta e que trata toda a gente por "Vô", vais conseguir tocar na mulher catatónica que só mexe os olhos e no homem sem braços nem pernas.
Vais conseguir dançar e cantar e saltar e gritar como se não houvesse amanhã e dar com a cabeça nas paredes na tentativa de criar contacto com uma pessoa, vais saltar de alegria quando alguém te dá um abraço e diz obrigada da maneira mais sincera que pode haver...
E de repente, sem sequer teres dado conta, estás completamente integrada naquele mundo e aquilo que causou estranheza agora é tão normal... Percebes que, afinal de contas.... um olá pode ser dito verbalmente, ou de forma mais original, como um piscar de olhos, um grito, com um toque, com um riso, mas será sempre um olá.
Percebes que, afinal, o âmago daquelas pessoas é igual ao de qualquer outro ser humano.
Percebes que podes falar de maneira diferente, andar de maneira diferente, comer de maneira diferente, reagir de maneira diferente, mas os sentimentos, esses vão ser sempre os mesmos.
Vês que o que nos move é o mesmo que os move a eles: a busca da felicidade.
No fundo, somos todos seres pequeninos a tentarem fazer o melhor que podem com o pouco que têm.
A partir do momento em que te apercebes desta igualdade, todas as diferenças se desvanecem.
E foi assim a minha semana. Recebi uma chapada de humildade que me fez crescer uns centímetros.
Hoje, sinto-me orgulhosa por tudo aquilo que aprendi.
Muito obrigada a todos.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Darker than Black - NOVEMBER COLLECTION
![]() |
| Draped Chain T-Shirt by KAREN MILLEN |
![]() |
| Belted Biker Leather Jacket by ALEXANDER MCQUEEN |
![]() |
| Beaded Dress by KAREN MILLEN |
![]() |
| Celtic Lace Leggins by ALEXANDER MCQUEEN |
![]() |
| Soft Studded Bag by KAREN MILLEN |
![]() |
| ZARA SHOES, Autumn Collection 2010 |
![]() |
| Black Wings T-Shirt by ALEXANDER MCQUEEN |
![]() |
| Gold Studded Faithful Boot by ALEXANDER MCQUEEN |
![]() |
| Red Crystal Gold Skull and Bee Cocktail Ring by ALEXANDER MCQUEEN |
![]() |
| Angels Leather Faithful Hobo by ALEXANDER MCQUEEN |
![]() |
| Chain Belt by ZARA |
![]() |
| Studded Leather Jacket by KAREN MILLEN |
![]() |
| ZARA SHOES, Winter Collection 2010 |
![]() |
| Fake Leather Skirt by STRADIVARIUS |
![]() |
| Black Studded Brittania Clutch by ALEXANDER MCQUEEN |
![]() |
| Draped Jersey Dress by KAREN MILLEN |
![]() |
| Lace Knit Skull Wool Sweater-Dress by ALEXANDER MCQUEEN |
![]() |
| Marc Script Hair Clip by MARC JACOBS |
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
YAY TO ME
Fui para a cama às 10.
Adormeci às 11.
Acordei às 6.
Tive tempo de tomar banho, comer, ir ao facebook, apanhar o 7T (que vai "só" dar a volta a Coimbra para chegar à praça da republica). Cheguei antes do professor e tive tempo de tomar café.
Assisti a todas as aulas e almocei de faca e garfo.
À tarde, quando toda a gente desistiu de Raciocínio, eu fui das poucas pessoas que resistiu até ao final da aula.
Fui à baixa e comprei a carteira à minha mãe e à noite saí do meu quarto e cozinhei.
Someone asked me "Are you ok? I haven't seen you around".
I answered "I'll be, eventually".
For the first time I didn't have to lie, 'cause I really meant it.
Adormeci às 11.
Acordei às 6.
Tive tempo de tomar banho, comer, ir ao facebook, apanhar o 7T (que vai "só" dar a volta a Coimbra para chegar à praça da republica). Cheguei antes do professor e tive tempo de tomar café.
Assisti a todas as aulas e almocei de faca e garfo.
À tarde, quando toda a gente desistiu de Raciocínio, eu fui das poucas pessoas que resistiu até ao final da aula.
Fui à baixa e comprei a carteira à minha mãe e à noite saí do meu quarto e cozinhei.
Someone asked me "Are you ok? I haven't seen you around".
I answered "I'll be, eventually".
For the first time I didn't have to lie, 'cause I really meant it.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
It's all about lying and how good you are doing it...
So, lovers how are we doing?
Tell me about you, I'm tired of dealing with myself. I need to think of someone else problems. I had Grey's but I had seen all that is to be seen (BTW, season 7 is being so awesome) and now I need you to fill my head with something rather than me, 'cause I'm stuck with myself all day, I go on and on thinking about my life, my problems, my feelings... even thinking about thinking and I just can't handle it anymore, I'm going I N S A N E.
So... cutte little things.... what do you all have to tell me? I'm majoring in psychology, so I better get started with all the "Listening-To-The-Problems-Of-Total-Strangers-Pretending-I-Care" thing anyway.
(I'm pretty sure no one will answer me, but Mrs. Hope and I are verry verry close frriends.)
Ah Despicable Me (ou Gru, o Mal-Disposto para os portugueses) is soooo awesome, go see, 'cause.... "YOU'RE SO FLUFFY I'M GONNA DIE"!
I am deeply sorry for my inspiration, it's going trough some tough time, and sometimes it just fells like running far away from me.
So much to tell and so little time. (not really, but anyways...)
*
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
I go ahead and smile....
When you first left me I was wanting more
But you were fucking that girl next door, what cha do that for (what cha do that for)
When you first left me I didn't know what to say
I never been on my own that way, just sat by myself all day
I was so lost back then
But with a little help from my friends
I found a light in the tunnel at the end
Now you're calling me up on the phone
So you can have a little whine and a moan
And it's only because you're feeling alone
At first when I see you cry,
yeah it makes me smile, yeah it makes my smile
At worst I feel bad for a while,
but then I just smile I go ahead and smile
Whenever you see me you say that you want me back
And I tell you it don't mean jack, no it don't mean jack
I couldn't stop laughing, no I just couldn't help myself
See you messed up my mental health I was quite unwell
I was so lost back then
But with a little help from my friends
I found a light in the tunnel at the end
Now you're calling me up on the phone
So you can have a little whine and a moan
And it's only because you're feeling alone
At first when I see you cry,
yeah it makes me smile, yeah it makes my smile
At worst I feel bad for a while,
but then I just smile I go ahead and smile
lalalalalalalalalalalalalalalala lalala
At first when I see you cry,
yeah it makes me smile, yeah it makes my smile
At worst I feel bad for a while,
but then I just smile I go ahead and smile
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
No dawn, no day, I'm always in this twilight
A falling star fell from your heart and landed in my eyes
I screamed aloud, as it tore through them, and now it's left me blind
The stars, the moon, they have all been blown out
You left me in the dark
No dawn, no day, I'm always in this twilight
In the shadow of your heart
And in the dark, I can hear your heartbeat
I tried to find the sound
But then, it stopped, and I was in the darkness,
So darkness I became
The stars, the moon, they have all been blown out
You left me in the dark
No dawn, no day, I'm always in this twilight
In the shadow of your heart
I took the stars from my eyes, and then I made a map
And knew that somehow I could find my way back
Then I heard your heart beating, you were in the darkness too
So I stayed in the darkness with you
The stars, the moon, they have all been blown out
You left me in the dark
No dawn, no day, I'm always in this twilight
In the shadow of your heart
Thank you Universe...
For all the help.
(True fact: every time I bend to weakness, he turns offline, my phone turns off with no battery or my wireless fails)
(True fact: every time I bend to weakness, he turns offline, my phone turns off with no battery or my wireless fails)
Tortura
Queria tanto falar sobre isto.
Mas não consigo.
São demasiadas coisas a dizer, demasiados sentimentos a gerir.
Até lá vai-se fingindo que está tudo bem.
Vai-se fingindo que não incomoda, que não aleija que não arde.
Pode ser que um dia o fingimento se torne realidade.
Até lá... é sorrir e acenar.
domingo, 24 de outubro de 2010
I'm not calling you a ghost, just stop haunting me
I'm not calling you a liar, just don't lie to me.
I'm not calling you a thief, just don't steal from me,
I'm not calling you a ghost, just stop haunting me,
And i love you so much,
I'm gonna let you Kill me.
There's a ghost in my lungs
And it sighs in my sleep,
Wraps itself around my tongue,
As it softly speaks
Then it walks, then it walks with my legs
To Fall,
To Fall,
To Fall,
To Fall,
To Fall,
To Fall, at your feet.
Oh but for the grace of god go on,
'Cause when you kiss me, I'm happy enough
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Why
Why do I have this feeling like you're not going to talk to me again, now that you know that I am "Ok"?
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
October Collection
![]() |
| Soft Ruffle Top by KAREN MILLEN |
![]() |
| Matt and Shine Jacket by KAREN MILLEN |
![]() |
| Jacket RLD Antigua by MANGO |
![]() |
| Zara Shoes |
![]() |
| Lacquered Quilted Westside Bag by MARC JACOBS |
![]() |
| Stretch Skirt by STRADIVARIUS |
![]() |
| Zara Shoes |
![]() |
| Twisted Tweed Trousers by KAREN MILLEN |
![]() |
| Drape Twill Trousers by ALEXANDER MCQUEEN |
![]() |
| Vanilla Gothic Pirate Shirt by ALEXANDER MCQUEEN |
![]() |
| Sultane 140 Suede Pumps by CHRISTIAN LOUBOUTIN |
![]() |
| "Gucci 1973" handle bag by GUCCI |
Subscrever:
Comentários (Atom)








































